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As Panteras estão no Brasil.
O El Foco descobriu três lindas gatas que abandonaram suas profissões para virarem detetives particulares
Elas livram meninas apaixonadas das mãos do namorado metido com drogas, descobrem maridos infiéis e se disfarçam de qualquer coisa em nome da lei. Não, não é o trio formado por Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu. São as Panteras brasileiras, três lindas detetives particulares que o El Foco descobriu em São Paulo.
Em comum, as três têm o fato de terem abandonado outras profissões para virarem detetives particulares. O caso mais radical é o da ex-modelo Daniela Cristina Araújo, 21 anos, que largou a glamourosa vida das passarelas.
A decisão veio num estalo. Um dia, Daniela assistia a um filme com policiais femininas na televisão e comentou com a mãe que gostaria de uma profissão assim. Na hora a mãe pegou em sua bolsa um panfleto de um curso especializado que ela havia recebido na rua. No dia seguinte, Daniela era a mais nova aluna do Instituto Universal dos Detetives Particulares.
Já a morena Cristiane Cassia Moura, 23 anos, nunca se contentou com seu emprego de secretária. Começou a fazer o curso de detetive em segredo e só revelou para o pessoal da empresa quando teve que pedir uma licença para fazer uma prova de tiro, sua maior paixão.
"Quando a arma está nas mãos, a adrenalina sobre. A concentração duplica", diz Cristiane, com sua voz doce, cabelos bem cuidados e óculos no rosto, visual que nem de longe lembra a de uma detetive.
Flávia Gaspar de Lima, 24 anos, também está desistindo de ser atendente jurídica para entrar no mundo das investigações. Descobriu a vocação na época da escola. "Fui escalada pela classe para ir até a sala dos professores roubar uma prova que seria dada no dia seguinte." Missão cumprida e sem nenhuma pista. Para a professora não desconfiar, errou de propósito algumas questões.
Num dos casos mais curiosos desvendados por Daniela está o do namorado de uma menina que estaria envolvido com drogas. Preocupada, a mãe da garota contratou Daniela. Missão: descobrir se o rapaz era mesmo da pesada.
A detetive não teve dúvidas: foi até o estúdio onde o cara trabalhava como tatuador e se mostrou interessada no trabalho dele. A aparência do suspeito não era das melhores, segundo Daniela. "Tinha mais de 10 piercings espalhados pelo rosto. O cara parecia um gibi." Foram três dias de investigação até que o rapaz convidou Daniela para sair. "Gravei nossa conversa por telefone e dei para a mãe."
Usando todo seu charme, a ex-modelo também descobriu que o rapaz era envolvido com drogas. "Na hora de entregar a fita com a gravação fiquei com pena. Apesar das drogas e da aparência maluca, ele era muito legal."
Para as Panteras brasileiras, a técnica do charme para desvendar algum caso é totalmente aceitável. "Vale tudo: conquistar um marido infiel, usar milhares de disfarces, corto até o cabelo se precisar", falou Daniela. "A mulher pode usar da sensualidade para conseguir as coisas que quer. Para uns, isso é jogo baixo, mas não tenho regras quando me empenho em desvendar alguns mistérios", disse Flávia.

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