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Curso de detetive ensina atividade bem remunerada


A profissão de detetive envolve mistério e faz lembrar personagens famosos, como Sherlock Holmes. Também lembra casos de infidelidade conjugal e espionagem, duas das principais atividades do profissional. Tornar-se um detetive particular exige, além de astúcia, muita disciplina que podem ser assimiladas até mesmo através de cursos por correspondência.

Formar esses profissionais é especialidade da IUDEP, que reúne hoje aproximadamente 58 mil associados de todo o país. Entidade coligada à associação Profissional de detetives Particulares do Brasil (Aprodepab), o Instituto  oferece cursos a distância, com a possibilidade de aulas ao vivo para os alunos da Grande São Paulo. Aos sábados são oferecidas orientações para quem deseja um reforço ao material didático.

Marco Aurélio de Souza, diretor do Instituto, explica que durante as aulas os instrutores fazem demonstrações dos principais apetrechos utilizados pelo detetive, como o binóculo, máquina fotográfica e microfone. A participação não é obrigatória, mesmo porque a aula é oferecida em São Paulo, o que dificulta a vida de quem mora em locais distantes da capital.


TÉCNICAS


No ato da matrícula, o interessado recebe todo o material didático para estudar em casa. O diploma é conseguido mediante a realização de uma prova, que também pode ser enviada pelos Correios. Segundo Souza, o prazo médio para formação do profissional é de 60 dias, se ele estudar pelo menos uma hora por dia.

Durante o curso, o futuro detetive particular aprende técnicas de investigação, espionagem, como fazer campanas, seguir pistas e descobrir o paradeiro de pessoas desaparecidas. Também são dadas orientações gerais sobre comportamento e ética profissionais.

Segundo o diretor do Instituto, as questões conjugais são as que mais motivam as pessoas a recorrerem a um detetive. "Há alguns anos atrás, os homens contratavam mais detetives. Hoje, são as mulheres que estão mais desconfiadas, inclusive com dúvidas quanto o comportamento dos amantes", garante Souza.

Ele lembra que os melhores formandos do curso são contratados pelo próprio Instituto, que também realiza investigações. A opção da maioria dos profissionais é abrir seu escritório, que pode proporcionar bons rendimentos: um detetive cobra, em média, R$ 200,00 por hora. A chave para um bom negócio é a propaganda. Outro aspecto ressaltado por Souza é a indicação. "Para um bom profissional nunca falta serviço", diz.

REGULAMENTADA
Para abrir um escritório os principais itens são uma sala e um telefone, além de registros na Prefeitura e na Secretaria de Segurança Pública. Apesar da formação ser realizada através de cursos livres, a profissão é devidamente regulamentada desde 1961.

O detetive particular ganhou no ano passado até um dia em sua homenagem, comemorado em 26 de julho. O projeto , de autoria do deputado Afanásio Jazadji, foi aprovado mediante justificativa de que o profissional é um profissional importante, até mesmo para a própria Polícia.

Quem deseja maiores informações sobre a profissão e os cursos pode entrar em contato com o IUDEP através dos telefones/emails ou pessoalmente..

 

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